Sábado, Julho 04, 2009

Retomando posse... enfim.


Por Wolf Júnior | Sábado, Julho 04, 2009 |



Segunda-feira, Novembro 26, 2007



Ibeji Oró!
Salve Crispin e Crispininano!

Acostumados a festejarmos os erês dentro da tradição de umbanda
no dia 27 de setembro, por ser o dia dos irmãos Cosme e Damião,
esquecemo-nos, as vezes, de lembrarmos os irmãos Crispin e Crispiniano,
igualmente sincretizados da tradição católica para representar o espírito das crianças.

Seu dia foi ontem, 25 de novembro. Mas hoje é o meu dia de pedir a eles
que derramem sempre, com toda a magia característica da alegria das crianças,
muita luz e proteção... muita força e muitas bençãos. Especialmente para os aniversariantes.

Ibeji Oró!


Por Wolf Júnior | Segunda-feira, Novembro 26, 2007 |



Quinta-feira, Outubro 25, 2007



Por Wolf Júnior | Quinta-feira, Outubro 25, 2007 |



Segunda-feira, Agosto 06, 2007


Por Wolf Júnior | Segunda-feira, Agosto 06, 2007 |



Sexta-feira, Junho 08, 2007

Não posto longos textos...
Mas já que sou um néscio que inspira suas crenças em mitologias ultrapassadas, resolvi fazer alguns esclarecimentos aos que se julgam tão superiores e distantes.
Apenas ressaltarei alguns trechos de UM ÚNICO entre vários estudos, nacionais e internacionais, abrangendo áreas como História, Filosofia, Sociologia, Psicologia, etc, sobre um recorte no tempo, a Idade Média. Néscio que sou, reconheço, assim como milhares de outros néscios estúpidos e ignorantes pelo mundo afora, esta época como o momento de concretização dogmática, litúrgica e filosófica do cristianismo sob a organização e expansão da Igreja Católica, formando os alicerces da mentalidade coletiva cristã de todo ocidente, incluindo os protestantes, que ao romperem alguns conceitos, mantiveram outros.
Eu não digo nada... sou livre para optar pelo que quero... e sempre respeito todos os caminhos existentes... portanto, apenas exijo o mesmo... RESPEITO - uma vez que , na minha opinião, os eqúivocos não estão do meu lado. Mas é apenas A MINHA opinião.


[OPJ] Wolf Júnior



Com efeito, para se compreender um momento histórico, é preciso vê-lo com os olhos dele mesmo, mas também com nossos olhos, para desvendar o que estava oculto ao próprio passado, já que contamos hoje com instrumentos de análise que ele não possuía. Entender a relação, negada pela época, entre mito e cristianismo é entender melhor o sentido profundo de ambos. É perceber que, se o cristianismo medieval era um vasto sistema de representações mentais, verbais, gestuais e imagísticas através do qual os homens de então atribuíam certa ordenação e certo sentido ao universo, era exatamente por que ele era uma mitologia. P.53
A começar naturalmente pela cosmogonia claramente baseada no Enuma Elish babilônico, do século XII a.C. Assim como no processo de organização do caos primitivo Marduk precisou vencer Tiamat (ou na mitologia grega, Zeus submeter Tífon), também Iavé enfrentou e derrotou Leviatã e Rahab, monstros simbolizadores das forças incontroláveis das águas primordiais, Assim como Marduk cortou Tiamat (literalmente ""mar") em dois, o mesmo fez Iavé com o mar.





Para diversas mitologias, os primeiros tempos após a criação foram conturbados, com disputas pelo poder no mundo divino. O episódio de um deus castrar seu pai durante aquela luta (como fez Crono com Urano e depois Zeus com Crono) aparecia no relato inicial sobre Cam e Noé e, apesar de alterado mais tarde no processo monoteização, seus ecos permaneceram na narrativa do Gênese e possivelmente em tradições orais. Por isso o sentido mítico original, reativado por condições locais específicas, pôde reaparecer na longa duração histórica num afresco medieval de Saint-Savin. No mesmo contexto mítico de revoltas contra as divindades é que ocorreu a queda de Lúcifer e outros anjos, enciumados e irritados com Deus devido à criação do homem, pelo que conta um apócrifo de grande sucesso na Idade Média. Os anjos, aliás, apresentavam algumas analogias espantosas com aqueles que a mitologia atribuía à miríade de divindades inferiores encarregadas de cuidar do homem durante toda sua vida. São vestígios do politeísmo na Bíblia. P.56





Também é inegavelmente mítica a versão bíblica do nascimento de Eva , baseada num relato sumério segundo o qual para curar as dores do deus Enki, Ninhursag extraiu-lhe uma costela e criou a deusa Ninti. Ora esse nome significa "mulher da costela" ou ainda "mulher que faz viver", etmologia próxima ao aramaico Havva ("aquela que dá a vida") e à explicação bíblica do nome Eva ("mãe de todos os viventes"). O principal episódio da segunda geração de seres humanos, a oposição entre o agricultor Caim e o pastor Abel, também estava calcado num relato sumério, o da disputa entre Enkidu e Dumuzi. Igualmente mesopotâmica era a célebre narrativa do Dilúvio, bastante comentada na Idade Média pela Teologia e e representada pela arte. Os gigantes referidos pela Bíblia, produtos de hierogamias entre anjos e mulheres mortais, aparecem ainda em outras mitologias do espaço cultural do cristianismo medieval, como a grega, a céltica e a germânica.P.57





Toda essa riqueza mítica não era exclusividade do Antigo Testamento. Assim como Amon-Ra assumira a forma do marido da rainha Ahmès para fecundá-la, assim como Zeus se metamorfoseara em chuva de ouro, homem mortal, outra divindade, touro e cisne para fertilizar mulheres mortais, o mesmo fez o Deus cristão com Maria através do Espírito Santo, geralmente representado dessde oss fins do século I ou começo do II sob a aparência de uma pomba. Esse casamento sagrado pouco se diferencia, aliás, das tradicionais hierogamias, pois a Virgem era indiscutivelmente uma nova hipóstase das antiqüíssimas Mães-Terra. A maternidade por parte de uma deusa virgem também tinha antecedentes, como o mito de Atená. Se Maria, no céu, desposou misticamente Cristo, ao mesmo tempo seu pai e seu filho, essa relação não era estruturalmente diferente de outras entre mãe e filho (como Cibele-Átis) ou entre irmãos (como Osíris-Ísis ou Zeus-Hera). Baseada nessa tradição mítica é que a Igreja medieval se via como mãe e virgem, como esposa do Cristo.





Mais importante, vários deuses tinham sido mortos e haviam ressuscitado. Portanto o elemento central do cistianismo - um filho de Deus nascido de mulher virgem, depois sacrificado e ressuscitado - resultava da reutilização e harmonização de dados míticos anteriores. O sentido da crucificação, o pai sacrificando o filho com finalidades expiatórias, era semelhante ao que envolvera Abraão/Isac, Jefté/sua filha única, Agamênon/Ifigênia, Créon/Meneceu, Tântalo/Pélops, Idomeneu/seu filho. Como em qualquer banquete canibal, também para o cristianismo o sacrificado deve ser devorado pelos seus seguidores: "Tomai e comei, isto é o meu corpo". O fato de a hóstia cristã tornar-se carne de Deus apenas através de um rito específico não o descaracteriza enquanto canibalismo, pois esse ato é sempre simbólico, mesmo quando ele é real. P.58-59





A descida de Cristo ao mundo infernal (ao Limbo na expressão medieval) aparentava-se avárias outras aventuras no mundo subterrâneo. A deusa Suméria Inanna (ou Ishtar para os babilônicos) ficou três dias no mundo inferior, onde reinava sua irmã e inimiga Ereshkigal, o mesmo tempo de Cristo no Inferno, domínio de Satanás, num certo sentido seu irmão. Dionísio desceu aos infernos para resgatar sua mãe, Sêmele, como fez Cristo com sua mãe, Eva. Héracles submeteu o cão Cérbero, que guardava as portas do reino infernal, impedindo que os mortos saíssem dali, da mesma forma que Cristo subjugou os guardiões do Limbo e quebrou suas portas de bronze. Como Héracles libertou Teseu e mais tarde Alceste daquele lugar, também Cristo venceu a morte e arrancou do limbo os justos do Antigo Testamento. P.59-60

Diante disso tudo, pode-se dizer que a Bíblia é o grande repertório mitológico do Cristianismo. É a Odisséia cristã.

FRANCO JÚNIOR, Hilário - Mito e História - Cristianismo Medieval e Mitologia - Reflexões sobre um problema historiográfico. In:A Eva Barbada, Ensaios de Mitologia Medieval, São Paulo, Editora da Universidade de São Paulo, 1996.



Por Wolf Júnior | Sexta-feira, Junho 08, 2007 |




[OPJ]Wolf Júnior/Caninus Lupus


Outras Faces do Lobo:





Prece Sioux





Oh! Grande Espírito - Eu Superior cuja voz eu ouço nos ventos, e cujo alento dá a vida a todos no mundo.

Ouve-me! Sou pequeno e fraco, necessito de tua força e sabedoria. Deixa-me andar em beleza, e faz meus olhos contemplarem sempre o vermelho púrpura do por-do-sol.

Faz-me com que minhas mãos respeitem as coisas que fizestes. E meus ouvidos sejam aguçados para ouvir tua voz. Faz-me sábio para que eu possa compreender as coisas que ensinaste ao meu povo.

Deixa-me aprender as lições que escondestes em cada folha, em cada rocha.

Eu busco a força, não para ser maior que meu irmão mas para lutar contra meu maior inimigo
- Eu mesmo.

Faz-me sempre pronto para chegar a ti com as mãos limpas e o olhar firme, a fim de que quando a vida se apagar, como se apaga o poente, meu espírito possa chegar a ti sem se envergonhar.



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